Entidades do varejo se posicionam contra o aumento do IOF

A FCDL MS – Federação das CDLs de Mato Grosso do Sul se posiciona contrária ao aumento das alíquotas do IOF – Imposto sobre as Operações Financeiras, nas transações de crédito de pessoas físicas e jurídica. Assim, a entidade que é parte do Sistema CNDL, faz coro a esta manifestação.

Inês Santiago, presidente da FCDL MS, pontua que é inaceitável essa alteração. “No momento em que a economia do país busca a sua recuperação e os percentuais dos impostos incidentes em serviços e produtos estão sendo debatidos, entre empresários e autoridades, a notícia de que se pretende aumentar ainda mais essas alíquotas é algo que não é assimilada à realidade dos nossos varejistas”.

Confira o posicionamento da CNDL na íntegra:

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), principal entidade representativa de livre adesão do Varejo do país, se manifesta contrária ao decreto editado pela Presidência da República, nesta quinta-feira (16), que eleva as alíquotas do Imposto sobre a Operações Financeiras (IOF) nas transações de crédito de pessoas físicas e jurídicas.

O Decreto, apesar de ter a nobre intenção de custear o programa Auxílio Brasil, impacta negativamente o setor de Comércio e Serviços, maior gerador de empregos do país, já tão acometido pela pandemia e pelas restrições de funcionamento impostas pela crise sanitária.

O setor varejista vinha buscando junto ao governo federal soluções que trouxessem isenções e facilidades de acesso ao crédito, tão escasso para as micro e pequenas empresas. Além de caminhar na contramão das necessidades das empresas, o Decreto aumenta ainda mais a já elevada carga tributária do Brasil e contraria a promessa do governo de que não haveria aumento de impostos na atual gestão.

A CNDL entende que não é justo pensar em aumento de impostos sem que antes seja discutida a reforma administrativa e, consequente, o debate sobre o tamanho do Estado brasileiro.

As empresas do setor de Comércio e Serviços não podem, mais uma vez, pagar a conta de um sistema de arrecadação ao mesmo tempo voraz e ineficiente.

Basta de Impostos!